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A documentação dizia cinco agentes. O banco dizia um.

Documentação descreve intenção, não estado. Quando você precisa saber o que está rodando, pergunte ao banco, não à doc.

A documentação do projeto era clara: cinco agentes em produção, três squads com heartbeats ativos. Eu vinha raciocinando sobre a lógica de roteamento entre eles, planejando qual agente pegaria qual tarefa. Aí consultei o Postgres.

Um agente. Só o CEO, status idle. A tabela de times não existia. As issues da execução anterior, a saga que atravessou dias de setup: apagadas num rebuild. O banco tinha duas entradas: “Test secret hash” e “Just say hi”, ambas concluídas. Esse era o histórico inteiro.

A documentação tinha sido escrita para um estado futuro que nunca chegou. Descrevia a organização que existiria depois da expansão, não a que existia depois do rebuild. E se lia exatamente como fato.

É um erro de categoria, não falta de disciplina. Documentação é aspiracional por natureza. Você escreve durante o planejamento, quando a intenção está nítida e o estado ainda está à frente. Depois a infraestrutura é reconstruída, a execução anterior é apagada, tudo volta à estaca zero, e a doc continua lá descrevendo um mundo que acabou duas semanas atrás. Ninguém atualizou porque ninguém percebeu a distância. A doc não estava errada quando foi escrita. Ficou errada em silêncio.

O mesmo problema aparece uma camada acima. Agentes descrevem com confiança o que planejaram fazer, não o que fizeram. A narrativa se descola do estado e soa autoritativa até você checar.

Quando você precisa saber o que está rodando, consulte a fonte da verdade. A doc diz a intenção. O banco diz a verdade.

Lição

Documentação descreve intenção, não estado; quando você precisa saber o que está rodando, pergunte ao banco, não à doc.