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AI-DLC 2: o que mudou, e o que ficou obsoleto

A AWS reescreveu o AI-DLC. A versão 2 chega como um motor determinístico que tira do modelo a rota, a avaliação e o estado: 5 fases, 33 estágios, 14 agentes, 11 perfis de workflow, um loop de aprendizado e checkpoints de construção verificados. O que mudou desde a versão 1, quais camadas caseiras ficaram obsoletas e o que sobreviveu.

A AWS não subiu o AI-DLC para a versão 2. Reescreveu, e numa release só a maior parte do encanamento que os times tinham construído em cima da versão 1 deixou de valer a manutenção.

O AI-DLC 2 é a segunda geração do AI-Driven Development Life Cycle da AWS. A primeira release estável da linha 2.x, a 2.7.0, saiu em 1º de setembro de 2026. Três semanas depois a 2.10.0 já estava no ar. A versão 1 era um conjunto de arquivos de regras que dizia ao agente como conduzir você por um projeto. A versão 2 é um motor: um comando nativo, aidlc, que instala um workflow determinístico em sete agentes de código, com 5 fases, 33 estágios, 14 agentes, 11 perfis de workflow e um loop que transforma as suas correções em regras.

Se o método em si é novo para você, comece por o que é AI-DLC. Este artigo é para quem já conhece a versão 1, ou para quem está decidindo se começa direto na versão 2.

Acompanhei a versão 1 do AI-DLC dentro de uma grande organização de engenharia, dos squads piloto a um programa de treinamento. Os times fizeram o que todo adotante sério faz com um framework jovem: construíram camadas por cima para cobrir o que faltava. Aí o AI-DLC 2 entregou a maior parte dessas camadas como recurso nativo. Ver isso acontecer me ensinou mais sobre adotar framework de IA do que o próprio framework, então a segunda metade deste artigo é sobre isso.

De arquivos de regras a um motor em quatorze meses

Como o AI-DLC chegou à versão 2

  1. jul. 2025O whitepaper

    Raja SP publica a definição do método AI-DLC e a AWS anuncia no blog de DevOps. Dez princípios, três fases, nenhum código.

  2. nov. 2025Open source como arquivos de regras

    A AWS libera os workflows como regras do Amazon Q Developer e steering files do Kiro. O agente lê as regras e segue o ciclo.

  3. jan. a abr. 2026A série 0.1

    Nove releases endurecem o workflow guiado por regras.

  4. 19 jun. 2026Versão 1.0.0

    A primeira release estável. A 1.0.1 vem em 30 de junho e vira a última da linha.

  5. 1º set. 2026Versão 2.7.0

    A primeira release estável da linha 2.x. A linha 2.x foi construída à parte; nenhuma release de 2.0 a 2.6 saiu como estável.

  6. 24 set. 2026Versão 2.10.0

    Checkpoints de construção mais fortes, harnesses convivendo no mesmo projeto, correções de worktree. Previews da 2.10.1 saem quase todo dia.

Releases estáveis de github.com/awslabs/aidlc-workflows. Builds de preview omitidas.

O número da versão já conta uma história. A AWS pulou direto da 1.0.1 para a 2.7.0, o que quer dizer que a linha 2.x passou meses amadurecendo em paralelo antes de alguém ser chamado a depender dela. Quando chegou à branch principal, já estava na sétima versão minor.

O AI-DLC 2.10.0 em números

33
estágiosem 5 fases
14
agentes11 especialistas, 2 revisores, 1 composer
11
perfis de workflowmais um composer para rotas sob medida
108
tipos de evento de auditorianum log só de acréscimo
Do README e do guia do usuário do repositório na versão 2.10.0.

O motor decide, o modelo executa

De tudo o que mudou na versão 2, é essa mudança que eu colocaria na caixa. A versão 1 era arquivo de regras: prosa que o agente lia e em que se confiava que ele seguiria. O agente decidia qual estágio vinha depois, se dava para pular um passo, se a própria saída estava boa o bastante e o que o arquivo de estado dizia. Quando ele saía do trilho, nada segurava além de uma pessoa cansada num gate. É daí que nasce o slop: um modelo que escolhe a própria rota, corrige a própria lição e edita os próprios registros.

A versão 2 divide o trabalho em dois. Um motor determinístico, código comum com meia dúzia de subcomandos, é dono da rota: qual estágio roda depois, qual perfil vale, quando parar, o que um gate está esperando. Ele emite uma instrução tipada, e o conductor (a sessão do /aidlc, que é o LLM) executa e devolve o resultado. O modelo continua fazendo o raciocínio dentro do estágio. Ele só não decide mais o formato do processo. A própria documentação da AWS resume a divisão numa frase: o motor é dono da rota, o conductor é dono da qualidade da execução.

Poderes que o modelo tinha na versão 1, e com quem eles ficam na versão 2

Do guia do usuário e do glossário da 2.10.0. Toda recusa ou guarda desativada vai para o log de auditoria.
Na versão 1 o modelo podiaNa versão 2
Decidir qual estágio vem depois, ou pular umO motor roteia a partir de um grafo de estágios compilado quando o workflow começa. Um estágio pulado fica registrado como pulado.
Dizer que os testes passaramUma Unit só é verificada pelo comando de checagem que uma pessoa aprovou, e só por um recibo que a ferramenta escreve. Um arquivo de prova escrito à mão não verifica uma Unit.
Avaliar o próprio artefatoAgentes revisores separados julgam o artefato, presos a uma impressão digital dele, então trabalho alterado não herda uma aprovação anterior. Sensores determinísticos (linters, checagem de tipos) disparam sobre a saída.
Editar o estado do workflowUma guarda impede as ferramentas do modelo de escrever os registros de sessão e de aprovação de plano. O estado anda pelo motor.
Aprovar o próprio gateUm gate apresentado a você precisa de uma mensagem real sua. A guarda de presença humana não pode ser baixada por workflow.
Mudar as regras no meio do caminhoRegras, estágios e sensores são compilados uma vez por workflow. Uma regra nova vale na próxima vez.
Perder as ligações entre artefatosGates de verificação automáticos checam a rastreabilidade entre as fases antes que a próxima construa em cima delas.
Do guia do usuário e do glossário da 2.10.0. Toda recusa ou guarda desativada vai para o log de auditoria.

Nada disso deixa o modelo mais inteligente. Deixa o processo menos dependente de o modelo se comportar, o que é um objetivo diferente e melhor. É a mesma lição em que eu sempre acabo chegando em harness engineering: uma checagem determinística que quebra o build vale mais do que um parágrafo de instrução que o agente pode ignorar. A AWS só aplicou isso ao ciclo inteiro. Até o empacotamento segue a regra: todo harness recebe o mesmo motor, e o build que gera as sete distribuições roda duas vezes e compara a saída byte a byte.

O ciclo de vida ganhou duas fases

A versão 1 tinha as três fases do whitepaper. Inception transformava uma intenção em requisitos, histórias e Units de trabalho. Construction transformava cada Unit em design, código e testes. Operations fazia o deploy e acompanhava o sistema rodando. Uma pessoa aprovava cada passo.

AI-DLC versão 1

  1. 01

    Inception

    Mob Elaboration: a IA propõe, o time refina.

    • Workspace detection
    • Reverse engineering (brownfield)
    • Requirements analysis
    • User stories
    • Workflow planning
    • Application design
    • Units generation

    Gate: Aprovação humana por estágio

  2. 02

    Construction

    Mob Construction, por Unit.

    • Functional design
    • NFR requirements
    • NFR design
    • Infrastructure design
    • Code generation
    • Build and test

    Gate: Aprovação humana por estágio

  3. 03

    Operations

    O whitepaper descreve deploy, monitoramento e ações de runbook aprovadas. As regras da versão 1 entregaram a fase como placeholder.

A versão 1 como os arquivos de regras a definem (release 1.0.1). A fase de Operations era um placeholder reservado para expansão futura.

A versão 2 mantém essas três e embrulha. A Initialization roda primeiro, sem pessoa nenhuma, e monta o workspace em menos de um segundo. A Ideation roda antes da Inception e pergunta se vale a pena construir a coisa: captura da intenção, pesquisa de mercado, viabilidade, escopo, formação do time, mockups rascunho e uma aprovação para seguir. Entre as fases, um gate de verificação agora checa a rastreabilidade sozinho, então um requisito órfão ou uma história que não aponta para nada é pego antes que a fase seguinte construa em cima.

AI-DLC versão 2

  1. 0.1 a 0.3

    Initialization

    Workspace, detecção, estado. Automático.

    • 3 estágios, sem gate
  2. 1.1 a 1.7

    Ideation

    Vale a pena construir isso?

    • Intent Capture
    • Feasibility
    • Scope Definition
    • e mais 4

    Gate: Gate de verificação 1

  3. 2.1 a 2.9

    Inception

    Requisitos, design, Units.

    • Reverse Engineering
    • Practices Discovery
    • Requirements Analysis
    • Units Generation
    • e mais 5

    Gate: Gate de verificação 2

  4. 3.1 a 3.7

    Construction

    Design, código e testes por Unit.

    • Functional Design
    • NFR Design
    • Code Generation
    • Build and Test
    • e mais 3

    Gate: Gate de verificação 3

  5. 4.1 a 4.7

    Operation

    Deploy, observabilidade, retorno.

    • Deployment Pipeline
    • Observability Setup
    • Incident Response
    • e mais 4
Todo estágio fora da Initialization continua terminando num gate de aprovação humana. A lista completa de estágios está no guia pilar.

O estágio novo da Inception que merece atenção é o Practices Discovery. Antes de escrever requisitos, o agente olha como o seu time já trabalha (postura de testes, hábitos de deploy, estilo de código), rascunha isso, coloca outros três agentes para inspecionar o rascunho de forma independente, entrevista você sobre as lacunas e grava o resultado na memória do time. A versão 1 aprendia as suas convenções levando correção. A versão 2 pergunta antes.

Quatorze agentes em vez de uma voz só

A versão 1 era um agente seguindo steering rules e fazendo os papéis que as regras mandavam. A versão 2 traz 14 agentes com nome: 11 especialistas de domínio (produto, design, entrega, arquitetura, plataforma AWS, compliance, DevSecOps, desenvolvimento, qualidade, pipeline e deploy, operações), dois revisores e um composer.

A AWS chama a filosofia de “Small Mob, Broad Agents”. A alternativa era óbvia e errada: trinta especialistas estreitos, cada um dono de um artefato, passando o trabalho adiante numa corrente. Isso é waterfall com passos extras, e cada passagem perde contexto. Onze agentes amplos que trabalham em vários estágios levam mais do quadro com eles.

A maioria dos estágios continua rodando inline, na sua conversa. Quatro despacham trabalho: Reverse Engineering como pipeline de dois passos (um agente de desenvolvimento varre o código, um agente de arquitetura escreve a síntese), Practices Discovery e Code Generation como subagents, e User Stories como mob, em que os agentes de design, desenvolvimento e qualidade escrevem em paralelo. A conta na 2.10.0 é 29 inline, 2 subagent, 1 pipeline, 1 mob.

Os dois revisores importam mais do que o número de agentes. Depois que um estágio produz o artefato, o revisor de produto julga requisitos e histórias, e o revisor de arquitetura julga o design técnico. Uma revisão adversarial pode devolver o trabalho até duas vezes. E aí para e entrega as conclusões para você, porque o revisor nunca bloqueia. Quem decide é a pessoa. Essa regra é o método inteiro numa linha, e fico contente que a AWS colocou isso no motor em vez de deixar para a boa vontade.

Perfis no lugar do ciclo tamanho único

O décimo princípio do whitepaper dizia que nenhum workflow deveria ser engessado: a IA propõe a profundidade, a pessoa ajusta. A versão 1 implementou isso como um julgamento dentro das regras. A versão 2 transformou isso em 11 perfis de workflow com nome (o motor chama de scopes), cada um uma rota fixa pelos 33 estágios, com profundidade e estratégia de testes padrão.

Os perfis que você vai usar primeiro

Os outros sete são Enterprise, MVP, Proof of concept, Refactor, Infrastructure, Security patch e Workshop. O /aidlc compose monta uma rota sob medida e espera a sua aprovação.
PerfilEstágiosPara que serve
Classic18 / 33A cerimônia da versão 1: Inception e Construction, uma aprovação por estágio. O padrão do motor quando você não escolhe nada.
Express10 / 33Requisitos já entendidos. O caminho mais curto até código e testes.
Feature33 / 33Uma feature de produção pelo ciclo inteiro, com profundidade padrão.
Bugfix9 / 33Um defeito conhecido, um reparo focado, um teste de regressão e o deploy.
Os outros sete são Enterprise, MVP, Proof of concept, Refactor, Infrastructure, Security patch e Workshop. O /aidlc compose monta uma rota sob medida e espera a sua aprovação.

O Classic é o caminho de migração, e a AWS fez dele o padrão de propósito. Um time que conhece a versão 1 consegue começar na versão 2 sem aprender uma cerimônia nova. Profundidade e estratégia de testes agora são botões separados (Minimal, Standard, Comprehensive), e dá para girar qualquer um sem trocar de perfil.

Correções viram regras: o loop de aprendizado

Esse é o recurso pelo qual eu teria pagado. A versão 1 esquecia. Você corrigia o agente na segunda, e na quinta, num workflow novo, ele cometia o mesmo erro, porque nada levava a correção adiante além da sua própria memória.

A versão 2 mantém um diário para cada estágio, um arquivo chamado memory.md, com quatro seções: Interpretations, Deviations, Tradeoffs e Open questions. Quando o agente toma uma decisão que as instruções do estágio não cobriam, ele anota. No gate de aprovação, o motor mostra essas linhas ao pé da letra e pergunta se você quer guardar alguma, mais um campo livre: “Anything to add for next time?”.

Como uma correção vira regra

Entrada

Você corrige o agente durante um estágio

  1. DIARYO agente registra a decisão que tomou

    O memory.md do estágio ganha uma entrada em Interpretations, Deviations, Tradeoffs ou Open questions.

  2. GATEO gate mostra os candidatos

    As linhas aparecem como foram escritas, sem paráfrase. Você marca as que valem guardar e pode acrescentar as suas.

  3. CHECKUma checagem de conflito contra as regras da organização

    Se a linha nova contradiz uma regra da organização, você revisa, descarta ou escala.

  4. WRITEA linha guardada vai para a memória do projeto

    Vai para o project.md, e um clique promove para o team.md. Open questions nunca viram regra.

Saída

A regra vale a partir do primeiro estágio do próximo workflow. Nunca no meio do atual.

Como uma correção vira regra: fluxo de 4 etapas a partir de “Você corrige o agente durante um estágio”, resultando em “A regra vale a partir do primeiro estágio do próximo workflow. Nunca no meio do atual.”.

A documentação percorre um exemplo real. Num projeto bancário, uma nota de stakeholder dizia “a transação não deveria duplicar em retry”. O agente de produto leu “transação” como transação de banco de dados e escreveu um requisito ACID. A pessoa queria dizer um pagamento e corrigiu, o diário registrou a interpretação, e a regra guardada fixou o termo para todos os workflows dali em diante.

O último detalhe é o que mostra que alguém pensou no assunto. Um aprendizado nunca muda as regras no meio da rodada. O motor compila estágios, regras e checagens uma vez, quando o workflow começa, e mantém essa visão compilada até o fim. Os gates que você aprovou antes atestaram um conjunto estável de regras, e o chão não se mexe embaixo de um workflow em andamento.

Regras e sensores: a AWS agora fala de harness engineering

A versão 2 divide o direcionamento em duas metades. Regras são instruções em prosa carregadas antes do trabalho (feedforward). Sensores são checagens determinísticas disparadas sobre a saída, como um linter ou uma checagem de tipos (feedback). A AWS chama o par de control loop.

As regras se resolvem em cinco camadas, e o modelo é estritamente aditivo: toda camada aplicável está no contexto ao mesmo tempo, e nada sobrescreve nada em silêncio.

As cinco camadas de regras

  1. ORG

    Organização

    Padrões do framework e da empresa: trunk-based development, postura de testes, política de walking skeleton.

  2. TEAM

    Time

    Práticas que o seu time confirmou, incluindo as que o Practices Discovery encontrou.

  3. PROJ

    Projeto

    A especialização deste projeto. É onde o loop de aprendizado escreve por padrão.

  4. PHASE

    Fase

    Regras para todos os estágios de uma fase, como documentar duas alternativas para cada decisão de arquitetura na Inception.

  5. STAGE

    Estágio

    Reservado para uma release futura.

Tudo em Markdown simples dentro de aidlc/spaces/<space>/memory/, legível e editável na mão.

O repositório traz até um Harness Engineer Guide para remodelar estágios, agentes, regras, sensores e conhecimento sem mexer no código do motor. Faz meses que eu defendo que o harness é onde mora a sua vantagem. Foi bom ver a AWS colocar a palavra na própria documentação.

A Construction ganhou checkpoints verificados

A versão 1 pedia aprovação para cada estágio da Construction em cada Unit. Numa feature com seis Units e cinco estágios cada, são trinta aprovações, a maioria em documentos de design que ninguém leria duas vezes. A fadiga de aprovação foi uma das primeiras coisas a quebrar nos pilotos que acompanhei.

A versão 2 mudou o padrão para trabalho solo novo com Units. Ela constrói uma Unit por vez, na ordem das dependências, e pede a sua aprovação para cada Unit concluída num checkpoint verificado, em vez de pedir aprovação para cada documento intermediário. Verificado quer dizer uma coisa específica: no Delivery Planning, o agente propõe uma checagem real do projeto (bun test, pytest, make check), você aprova aquele comando exato, e o motor reaproveita esse comando em todo checkpoint. Mudar depois exige a sua aprovação de novo. Um arquivo de prova escrito à mão não verifica uma Unit.

O que a Construction te pergunta na versão 2

  • Obrigatório:
    Aprovar o plano de cada Unit antes de gerar código.A aprovação de plano continua humana em qualquer modo.
  • Obrigatório:
    Aprovar o comando de verificação, uma vez.Reaproveitado em todo checkpoint. Trocar exige uma nova aprovação humana.
  • Obrigatório:
    Aprovar o walking skeleton, quando ele está ligado.A primeira Unit é a menor fatia funcionando de ponta a ponta, verificada pelo comando antes de as outras começarem.
  • Opcional:
    Escolher: seguir automaticamente ou revisar cada checkpoint.O automático pula as perguntas de rotina na conclusão. Nunca pula a aprovação de plano, o comando ou as falhas.
  • Obrigatório:
    Decidir em toda falha.Uma Unit que falha para a Construction e oferece retry, skip ou abort, mesmo no modo automático.
Build em paralelo também existe. Você precisa pedir: ordem stage-major mais execução em swarm, cada Unit no seu próprio git worktree.

Também existe um modo de time. Com a propriedade das Units definida como de time, as pessoas reivindicam Units e constroem cada uma no seu checkout ao mesmo tempo, cada uma com o seu ritmo de gates. A versão 1 não tinha nada parecido. Os times que queriam construção em paralelo tinham que inventar.

Guardas, e quem pode baixá-las

A versão 2 acrescenta uma Guard Policy por peça de trabalho, com três valores: strict, relaxed e off. Ela controla cinco cercas: aprovação de plano, congelamento de review, transição de estado, escopo de leitura do revisor e presença humana. O Enterprise vem em strict. Os outros perfis vêm em off, o que deixa quatro das cercas saírem do caminho em trabalho sem direção explícita, e toda vez que uma cerca sai do caminho o log de auditoria registra.

A quinta cerca é a interessante. A presença humana não pode ser baixada para um workflow isolado. Um gate apresentado a você precisa de uma mensagem real sua. O único jeito de contornar é uma variável de ambiente que vale para a máquina inteira, que é o nível certo de atrito para “deixa o agente aprovar o próprio trabalho”.

Multi-repo agora é nativo

A versão 1 era de repositório único. Feature de verdade raramente é: um back-end, um front-end, talvez um app mobile, cada um no seu repo. Os times que acompanhei contornavam rodando uma sessão por stack e apontando o agente para o diretório do outro repo como material de referência, com o contrato entre eles combinado na mão antes.

A versão 2 suporta intents multi-repo. Você declara o conjunto de repositórios quando cria a intent (ou deixa o motor descobrir os repositórios irmãos), a Construction ancora cada operação de git num repo específico, e o Reverse Engineering precisa completar uma cadeia de varredura inteira por repositório antes que o estágio possa ser aprovado. O contorno virou uma flag.

O registro agora é algo que você consulta

Toda intent ganha a própria pasta de registro em aidlc/spaces/<space>/intents/. Lá dentro: o arquivo de estado, com um checkbox de seis estados por estágio (não iniciado, em andamento, aguardando aprovação, em revisão, concluído, pulado), todos os artefatos, todos os arquivos de perguntas e um log de auditoria só de acréscimo com 108 tipos de evento. A versão 1 também tinha arquivo de estado e arquivo de auditoria. A versão 2 transformou os dois na fonte de verdade do motor e acrescentou um runtime graph compilado a partir do log de auditoria a cada transição.

Isso torna o workflow mensurável sem ferramenta nova. O /aidlc-session-cost mostra duração, resultado dos estágios e aprendizados. O /aidlc-replay narra a sessão para quem não estava lá. O aidlc attest diz se o conteúdo de um commit ainda bate com o que um revisor aprovou. Escrevi sobre como usar esses dados em depois dos story points.

O que o AI-DLC 2 tornou obsoleto

Agora a parte que as notas de release não contam.

O time que acompanhei mais de perto mantinha um overlay em cima da versão 1: um conjunto de extensões, comandos e patches que encaixava o método na organização. Era trabalho bom, feito por gente que rodava o método todo dia e consertava o que doía. Aí o AI-DLC 2 chegou e entregou a maior parte disso como nativo.

O que os times construíram na versão 1, e o que a versão 2 entrega

Não é crítica ao overlay. Ele cobria lacunas reais. É exatamente por isso que o fornecedor fechou essas lacunas.
Camada caseira na versão 1Nativo na versão 2
Um arquivo de estado compartilhado que toda skill customizada lia e atualizava, para uma sessão nova conseguir retomar depois de limpar o contextoUma máquina de estados com checkboxes de seis estados, um breadcrumb de recuperação antes da compactação e o /aidlc --resume
Patches injetados nas regras do core sem fazer forkUm sistema de plugins que só acrescenta, nunca edita o core, com comandos de validate, build e sync
Uma retrospectiva automática depois do Build and Test que procurava onde a IA tinha falhadoO loop de aprendizado: diários por estágio, candidatos no gate, regras que valem no próximo workflow
Um plano para paralelizar a construção com git worktreesExecução em swarm com um worktree por Unit, e modo de time com reivindicação de Units
Rodar uma sessão por stack e apontar para o outro repo na mãoIntents multi-repo com reverse engineering por repositório
Arquivar os artefatos de cada tarefa concluída para começar a próxima do zeroPastas de registro por intent, spaces e comandos de arquivamento de intent
Não é crítica ao overlay. Ele cobria lacunas reais. É exatamente por isso que o fornecedor fechou essas lacunas.

É isso que acontece com toda camada de encanamento que você constrói em cima de um framework que anda rápido. Se a lacuna é genérica, o fornecedor vê a mesma lacuna em todo cliente e entrega. O seu repasse de estado esperto vira recurso deles, e o seu código vira trabalho de migração.

O que sobreviveu à reescrita

Aqui está a lista do que não foi absorvido, e é a lista que eu protegeria.

O que a versão 2 não substituiu

  • Obrigatório:
    As regras contra vibe coding.Nunca editar código gerado na mão. Pedir o impacto antes de uma mudança grande. Pedir a crítica num contexto limpo. Elas nasceram de ver o agente falhar, e nenhum motor codifica isso por você.
  • Obrigatório:
    O ritual antes do código.Como uma intenção ganha forma antes de o AI-DLC vê-la: o documento de entrada, as fontes curadas, a triagem de complexidade. A Ideation ajuda. Ainda assume que alguém conhece o problema.
  • Obrigatório:
    Quem senta no mob.Só quem tem poder de decisão sobre alguma dimensão do trabalho. A versão 2 tem um estágio de Team Formation; ele não sabe dizer quem decide na sua empresa.
  • Obrigatório:
    Ritmo.Sessões de uma hora, managers nos primeiros mobs, pausas entre gates. A versão 2 melhorou os gates. Gente cansada continua aprovando qualquer coisa.
  • Obrigatório:
    O conhecimento da própria organização.As bibliotecas internas para injetar antes da geração de código, os registros de decisão, onde mora a documentação confiável.
  • Obrigatório:
    Saber quando não usar.Uma mudança de uma linha não precisa de AI-DLC, em versão nenhuma.
Tudo isso é julgamento. Nada disso é encanamento.

Então a lição para quem está adotando um framework de IA em 2026: construa julgamento, alugue encanamento. Gaste o seu tempo de engenharia nas partes que codificam como a sua organização decide, e mantenha fina a máquina genérica, porque o fornecedor está prestes a entregá-la. É o argumento de não adote o AI-DLC, roube dele, e a versão 2 é a prova mais forte dele.

Vale migrar da versão 1?

Se você tem um workflow em andamento na versão 1, termine, e comece a próxima intent na versão 2. A própria versão 2 se recusa a atualizar um projeto enquanto há um workflow ativo, o que diz muito sobre como a AWS pensa em mudar o chão embaixo de trabalho em andamento.

Escolha o Classic para essa primeira rodada. Ele reproduz a cerimônia da versão 1 em 18 dos 33 estágios, então o seu time aprende o motor novo sem precisar aprender também um processo novo. Quando o Classic virar rotina, teste o Feature numa mudança real de produção e ligue o walking skeleton.

E antes de portar as suas camadas caseiras, separe todas nas duas listas acima. O encanamento provavelmente já tem um equivalente nativo; apague. O julgamento não tem; leve para regras, memória do time ou um plugin que só acrescenta. O setup em si está em AI-DLC com Claude Code, e se a sua base de código é antiga e grande, leia antes AI-DLC em brownfield.

Perguntas frequentes

Quando o AI-DLC 2 foi lançado?

A primeira release estável da linha 2.x, o AI-DLC 2.7.0, foi publicada em 1º de setembro de 2026. A 2.8.0 veio em 8 de setembro, a 2.9.0 em 15 de setembro e a 2.10.0 em 24 de setembro. As versões 2.0 a 2.6 nunca saíram como releases estáveis.

O AI-DLC 2 é compatível com workflows da versão 1?

Não como substituição direta. A versão 2 é outra instalação, um comando nativo aidlc mais os runtimes de cada harness, e guarda o estado em pastas de registro por intent.

Termine os workflows da versão 1 que estão em andamento onde estão e comece as intents novas na versão 2. O perfil Classic reproduz a cerimônia da versão 1, então o processo fica familiar.

Qual a diferença entre os perfis Classic e Feature?

O Classic roda 18 dos 33 estágios: Inception e Construction com uma aprovação por estágio, pulando Ideation e Operation, como na versão 1. O Feature roda os 33 estágios com profundidade padrão, da captura da intenção até o deploy e o retorno.

O AI-DLC 2 ainda exige Kiro ou Amazon Q?

Não. A versão 2 roda um motor só em sete harnesses: Claude Code, Kiro CLI, Kiro IDE, Codex CLI, Cursor, opencode e GitHub Copilot. O README recomenda o Claude Opus 4.8 como modelo.

O que é o loop de aprendizado do AI-DLC?

Cada estágio mantém um diário das decisões que o agente tomou. No gate de aprovação você escolhe quais guardar, e as guardadas viram regras na memória do projeto ou do time. Elas valem a partir do início do próximo workflow, nunca no meio do atual.

O AI-DLC 2 é open source?

É. Os workflows estão publicados em github.com/awslabs/aidlc-workflows sob a licença MIT-0. Você paga só pelo modelo que o seu agente de código usa.

Para onde ir agora

O AI-DLC 2 agora é um motor de verdade, e fechou a maior parte das lacunas que deixavam a versão 1 difícil de rodar em escala. Use. Mas repare no que ele absorveu e no que deixou de fora, porque essa linha diz onde o seu próprio trabalho deve ir.